Um pouquinho mais...

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quinta-feira, 14 de março de 2013

Matizes Dumont: sonhos bordados

Querem ver a imagem da minha alegria?


É mais ou menos assim que estou! Muito feliz, pois fui fazer um curso de bordado com o grupo do Matizes Dumont que eu admiro já há algum tempo! Olha eu feliz da vida no estande deles na Paralela de março de 2011!


A família Dumont tem um trabalho lindo, maravilhoso e poético, eles contam histórias com agulhas e linhas! É muito encantador! Tudo começou com a D. Antônia, que ao bordar os enxovais das filhas e filhos encontrou uma forma criativa de transformar sonhos e imaginações em bordados repletos de cores, texturas e detalhes, e foi ensinando as filhas a bordar, transmitindo sobretudo o amor pela beleza e delicadeza dos pontos. Vale a pena dar uma espiada no site para conhecer mais sobre os trabalhos, as histórias e todos os livros que eles já publicaram com as histórias próprias e com parceria com outros grandes nomes da literatura brasileira como Ziraldo, Manoel de Barros, Rubem Alves, Marina Colasanti, entre outros!

Esse é o livro que tenho...


Tive a grata surpresa de encontrar um curso bem aqui pertinho,  na cidade de Brusque, acontecendo no Atelier Fazendo Arte, da Silvana dos Santos. Nem contei até três!
Quem ministrou o curso foi a Maria Helena Diniz, a bela morena entre eu, de joaninhas e a Ana, simpaticíssima, que também fez o curso. Ela é neta da D. Antônia e é bonito ver como ela borda suavemente, a agulha dança nas mãos dela!


Essa é a Silvana, proprietária do Atelier, que deixou as lindas bonecas que faz para bordar um pouquinho!



Olha que beleza de pontos!



Essa é uma proposta de mandala... Só para as mais avançadas!


E olha o meu bordado!





Quando cheguei em casa, foi o maior sucesso!
Só que... A Maggie disse que queria um bordado com ela, também...


Como resistir?


Bordei uma Maggie...







Será que aprendi direitinho?


Deixo, como inspiração, uma página do livro  do Ziraldo com os bordados da família Dumont...


"E muitas vezes, lá longe, lá onde o rio sumia, desenhava-se o arco-íris: portal do que será?"

Que cada um possa encontrar o seu portal encantado para muitas inspirações, sonhos e belezas!

Beijos
Sandra

terça-feira, 15 de novembro de 2011

Pontes de palitos e amendoins...

Nesse final de semana que passou (12 e 13/11) fomos, Maurilio e eu, para Curitiba/PR, para um inusitado tour por lojas de quinquilharias e materiais, ciceroneados pelo nosso amigo, o designer Eduardo Dognini. Foi um passeio muito, muito legal e interessante. Sobre esse tour vocês podem ler mais no blog do Bugstudium.

Mas eu quero contar algo que nos deixou muito felizes! De ficar entusiasmado, de dar risada e ficar com olhos brilhando!
No domingo fomos passear na tradicional feirinha do Largo da Ordem, programa imperdível para quem visita Curitiba...




No fundo, queríamos ver se encontrávamos Hélio Leites, um artista de Curitiba que tem uma barraca nessa feira, que está enorme. Andamos, andamos e nada! Ainda por cima caía uma chuvinha fina...

Sabe quando a gente admira muito, muito mesmo as ideias e o trabalho de um artista. É como um encantamento pois as ideias ou as obras dessa pessoa fazem todo o sentido e tem a ver com aquilo que se acredita! E a gente começa a querer conhecer esse artista.

Pois aconteceu!!!!!

Eu estava posando para uma foto na porta dessa loja de artesanato, e daí eu vi!!!! Atrás do Maurilio que estava tirando a foto, eu vi a barraca do Hélio Leites!!!!


Era ele mesmo! Inconfundível com seu bom humor e seus cabelos que viram desenhos: antenas, Salvador Dali, cataratas do Iguaçú






Há alguns anos temos ouvido falar de Hélio Leites, um artista de Curitiba, identificado pelo poeta Paulo Leminski como "Significador de Insignificâncias".

Hélio Leites se considera um artesão, o que é sem sombra de dúvida mas ele transcende os limites entre as hierarquias das expressões artísticas, ele é artesão e é artista e principalmente é ele mesmo.

Canonização de Santa Helena Colody.  Helena Colody foi uma poetisa paranaense.

Suas obras são feitas a partir de objetos que foram jogados fora. No entanto a poética dele não se baseia na reciclagem mas na ressignificação dos objetos e materiais. Não se trata apenas da reutilização de materiais, mas da criação de uma nova história a partir de uma história que já foi contada e estava prestes a ser esquecida...



Presépio engraxadinho

Um dos muitos presépios. Esse tem uma ovelhinha malabarista.




Santo remédio - no conta-gotas, de um lado São Francisco e do outro Santo Antônio.

Na latinha, uma homenagem à Diane dos Santos, com direito a uma performance!

Chinélio o sonho inventa o caminho - sapatinhos de casca de amendoim para caminhar nos sonhos. É uma maletinha de caixa de fósforo. Dentro, além dos chinelinhos, uma semente de girassol... Lembrei de ti, Marion!

Foto com o artista! Olha a honra de posar com o óculos de garfos dele!


O Maurilio usou os óculos de colheres para fazer pose com Hélio Leites!



Para saber mais,

http://tvcultura.cmais.com.br/provocacoes/bloco-01-provocacoes-cmais-2

http://tvcultura.cmais.com.br/provocacoes/bloco-02-provocacoes-cmais-1

http://tvcultura.cmais.com.br/provocacoes/bloco-03-provocacoes-cmais-3

Nós compramos o livro  e como dedicatória Hélio Leites escreveu:

"Aceitem por favor esse álbum de figurinhas descombinadas contando a historia de um artesão que sonha consertar o mundo criando pontes de palitos e amendoins entre as pessoas."

Foi uma experiência muito legal que vivenciamos!


Ah! E amanhã iremos a Pomerode, assistir a uma super power palestra com Marcelo Rosenbaum, Ronaldo Fraga e Carlos Perrone , organizada pelo Instituto Orbitato, onde faço a minha pós em Direção de Criação. Uma nova oportunidade de conhecer profissionais que admiramos! Não é o máximo???  Então preparem-se que na semana que vem tem post sobre esse encontro de feras!